terça-feira, 28 de julho de 2015

Talvez, se uma música não descrevesse tão bem uma fase da sua vida

       


     Sou apaixonada por música, não importa o idioma, porque pra mim, o poder da música é universal.

      Hoje eu resolvi assistir uns vídeos com traduções de algumas músicas em inglês que tenho no meu celular. Em meio a tantas, "Almost Is Never Enough", uma parceria da Ariana Grande com o Nathan Sykes ( para a trilha sonora do filme Instrumentos Mortais), se destacou. Não por ser melhor do que qualquer outra na minha playlist, mas sim porque me senti conectada a letra da música, que fez lembrar-me de uma fase da minha vida.

     Apaixonei-me de verdade, uma vez, e foi tão lindo e tão estupido, ao mesmo tempo. Você sorri a toa porque outra pessoa está ao seu lado, e não existe nada mais aconchegante e quente do que está envolta dos braços dela, parece que seu dia é incompleto se não trocarem pelo o menos uma palavra, não importa o meio de comunicação. E com isso, resolvi colocar aqui uns trechos da música que citei, e mostrar de que forma ela me lembrou desse momento.  

"Gostaria de dizer que tentamos

Gostaria de culpar a vida por tudo

Talvez, não fossemos o casal ideal

Mas isso é uma mentira

Isso é uma mentira"


     Até hoje eu penso que realmente nós não tentamos dar certo, nos envolvemos, porém com um pensamento que era somente passageiro. E o menos doloroso seria culpar as nossas experiências anteriores por esse nosso medo de sentir e tentar. Quando acabamos, eu ouvi muito que não daríamos certo, que somos muito diferentes, opostos, fogo e gelo. Porém, isso tudo é mentira, eramos grandinhos o bastante para lidarmos com escolhas, e sobre as diferenças, não existia ninguém naquele momento que me entendia mais do que ele.

"Podemos negar o quanto quisermos

Mas, na hora certa nossos sentimentos se manifestarão.

Porque mais cedo ou mais tarde

Iremos querer saber por que desistimos

Mas a verdade é que todo mundo já sabe."


    Aqui é o meu lado da história, então só posso falar por mim. Eu neguei o máximo meus sentimentos, tanto que a outra pessoa nunca soube, eu sei que desisti, porque eu posso amar muito, porém não posso amar por dois. E essa é a verdade que todos sabem , que eu não podia amar sozinha, e que a outra pessoa não sairia da zona de conforto para dar uma chance pra nós. 

"Quase, quase nunca é o suficiente

Chegamos tão perto de nos apaixonarmos

Se eu soubesse que você me queria

Assim como eu queria você

Talvez não estivéssemos em mundos separados

E sim, nos braços um do outro agora

E nós quase, quase descobrimos o que era o amor

Mas, quase nunca é o suficiente..." 


        Quase: adverbio, algo que está perto de ser realizado. Mas nesse caso aqui, não foi. "Quase" não é suficiente, porque um "quase amor", não é um amor, um "quase romance" não é um romance. Hoje, eu e o dito cujo por qual me apaixonei, vivemos em mundos mais diferentes do que quando nos envolvemos, e as vezes eu fico pensando o que teria acontecido se tivéssemos tentando, e saído do "quase". Se estaríamos juntos, apaixonados nos braços um do outro. E cima de tudo, será que estaríamos felizes?

        Essa é uma pergunta na qual eu não posso responder, afinal nós ficamos no "quase". Mas o que eu posso falar dessa reflexão de hoje e dessa história que contei, é o quanto nossos caminhos mudam por causa de uma experiência. Sou muito grata por ter conseguido superar essa minha "decepção amorosa", ela me deixou mais madura, forte e decidida. Devemos sempre ser gratos as lições que recebemos da vida, sejam elas repassadas de um modo alegre ou doloroso. 

          
      
XoXo - Mari Martins

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